As tentações do consumo e a possibilidade de parcelar o pagamento de bens e serviços levam muitas pessoas a perder o controle do orçamento. O final dessa história é conhecido: quem se endivida demais não consegue pagar todos os débitos e acaba com o nome inscrito em um cadastro de inadimplentes, ficando impedido de tomar novos empréstimos.
A associação de defesa de consumidores Proteste recomenda aos consumidores obedecer cinco regras para não se enrolar com as dívidas:
1 Leia as condições do contrato: você deve entender o que está comprando. Fique atento a cláusulas que estabeleçam o pagamento por serviços não solicitados, como garantias estendidas e seguros, que muitas vezes são pagos sem que se perceba.
Não aceite a venda casada de produtos ou o condicionamento da prestação de um serviço à contratação de outro porque essas práticas são ilegais.
No caso de compras financiadas, pesquise a taxa de juros cobrada por diferentes lojas ou instituições financeiras. Da mesma forma que é possível economizar buscando o melhor preço de um produto, também dá para reduzir a despesa encontrando os empréstimos mais baratos. A forma correta de comparar o custo de empréstimos é verificar o Custo Efetivo Total (CET) do crédito, que inclui todos os encargos e despesas de uma operação.
2 Compare o valor da prestação com a própria renda: um empréstimo nunca deve comprometer mais de trinta por cento da renda líquida do consumidor.
É importante não considerar o salário bruto nessa conta. Como o dinheiro dos impostos e encargos vai para o governo, não conte com ele na hora de calcular seu limite saudável de endividamento.
3 Fique atento às armadilhas da publicidade: muitos brasileiros compram por impulso produtos ou serviços que não vão utilizar. Antes de contrair uma dívida, pense bem, reflita sobre a real necessidade de um produto e não leve em conta somente a promessa de satisfação e felicidade comum aos anúncios.
4 Crie o hábito de poupar sempre: ter uma reserva financeira pode acabar com a necessidade de recorrer a empréstimos na hora das compras. Além de não pagar os juros do parcelamento, você ainda terá a vantagem de barganhar um melhor preço ao comprar à vista.
O ideal é criar o hábito de poupar algum dinheiro todos os meses.
Mas, caso isso não seja possível, tente reservar apenas parte dos ganhos extras, como 13º salário, adicional de férias, hora-extra e serviços adicionais.
5 Seja rigoroso na aquisição de bens supérfluos: tente utilizar financiamentos apenas na compra de bens importantes, como um imóvel ou um carro. Evite utilizar o parcelamento em compras de supermercado, combustível ou viagens - a não ser que a divisão do pagamento não implique o pagamento de juros. Nesses casos, no entanto, ainda é necessário tomar cuidado para que a postergação do pagamento não dê a falsa impressão de que há dinheiro sobrando.
Fonte: Serasa Experian Informativo Em Dia Planeje / Poupe / Prospere Ano 1 nº 3

Nenhum comentário:
Postar um comentário