segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Faz parte da nossa história

Hoje em dia todo munícipe de São José dos Campos pode se deslocar de qualquer ponto da cidade utilizando o transporte público. Mas não foi sempre assim. Em 1920 o transporte preferencial dos joseenses era o de tração animal. Os carroceiros transportavam café, frutas, lenha ou verduras, assim como havia o deslocamento de pessoas pelas ruas do centro da cidade em carroças. Na década de 20 apenas algumas ruas compunham o centro da cidade, como por exemplo, a rua Vilaça, sete de setembro,, Humaitá, Francisco Raphael, e a rua principal da cidade: rua 15 de Novembro, terminando até o ponto da Igreja São Benedito. A preferencia da população pelo transporte de tração animal não era baseado apenas em costumes, mas a funções econômicas. As carroças eram uma alternativa barata aos carros de aluguel. Os choffeures de praça, como eram chamados, transportavam na maioria das vezes os doentes de tuberculose até as pensões e sanatórios da cidade, vindos a São José dos Campos com a esperança da cura da doença. Choffeures e donos de pensão estabeleceram uma aliança lucrativa. Iniciavam o primeiro contato com o doente na estação ferroviária. Na década de 20 a estação ferroviária localizava-se na antiga Rua da Fábrica, atual rua Euclídes Miragaia numa alusão a Fábrica de Louças Santo Eugênio), mas em 1925 foi inaugurada a nova estação ferroviaria na Avenida Engenheiro Sebastião Gualberto. Durante o trajeto percorrido com o carro de praça, o choffeuer indicava aos novos moradores os locais de pousada e alimentação, comercializando essa influência com o dono da pensão. Nos anos de 1940 e 1950, existia em São José dos Campos uma jardineira, popularmente conhecida como Jardineira do Braizinho, e tinha como percurso o centro da cidade até Santana, e de Santana retornando ao centro. Não havia ônibus para as zonas rurais da cidade, seu acesso era mediante carroças e carros.
Douglas de Almeida Silva

Fonte: Jornal Opinião Regional
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